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Posts Tagged ‘paralamas do sucesso’

Direção de Jodele Larcher e Produção de Carlos Alberto Sion

Direção de Jodele Larcher e Produção de Carlos Alberto Sion

Canções clássicas dos Paralamas do Sucesso e da Legião Urbana e depoimentos de personalidades dos anos 80 fazem o récem-lançado DVD que mescla as carreiras de sucesso das duas bandas nacionais. O especial foi exibido em 1988 pela Globo e agora chega aos fãs através deste lançamento que vem acompanhado de um CD bônus.

O programa abre com “The song remains the same”, do Led Zeppelin, seguida pelos primeiros acordes de “Purple haze”, de Jimi Hendrix. “Ska”, dos Paralamas, se transforma em “Get back”, dos Beatles. O rock clássico dá as caras e expõe as referências musicais dos artistas, que terminam cantando “Ainda é cedo”, todos juntos, mas não sem antes emendarem versos de “Jumpin’ Jack Flash”, dos Rolling Stones.

O que se observa é que, enquanto o Legião saía na frente no quesito catarse coletiva (levando 50 mil pessoas ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, num evento que terminou com mais de 200 feridos), os Paralamas ganhavam em desempenho musical. Mas, acima de tudo, é a performance conjunta que dá o toque especial ao DVD, que, aliás disputa o Prêmio Multishow 2009 pela categoroa “Melhor DVD de música”.

João Barone, Herbert Vianna e Bi Ribeiro

João Barone, Herbert Vianna e Bi Ribeiro

Saiba mais sobre os Paralamas..

Site oficial: http://osparalamas.uol.com.br/home/

Formação: Herbert Vianna (guitarra e voz), Bi Ribeiro (baixo), João Barone (bateria), João Fera (teclado e piano), Eduardo Lyra (percussão), Bido Cordeiro e Monteiro Jr. (trombone e sax).

A escolha do nome: Alguns dos nomes cogitados foram “Os Cadeirinhas” e “As Plantinhas da Mãe”. O objetivo era ser o nome mais ridículo possível. O nome “Paralamas do Sucesso” foi dado por Bi Ribeiro.

A carreira e algumas curiosidades:

Tudo começou quando Herbert e Bi Ribeiro se conheceram. Herbert convenceu o amigo a comprar um baixo e eles começaram a ensaiar na casa da Vovó Ondina (avó de Bi). Depois, conheceram Vital, o primeiro baterista, começando a tocar na Universidade Rural, onde estudavam. João Barone entra na história da banda quando assiste e gosta muito de uma apresentação dos Paralamas na Universidade Rural. E, graças a uma falta de Vital a um show de um Festival Universitário em 1981, Barone assume a batera dos Paralamas. O entrosamento foi instantâneo e logo os três largam suas carreiras universitárias para se dedicar à música, tocando em bares underground do Rio. Herbert cursava Arquitetura, Bi cursava Zootécnica e o Barone, Biologia.

O produtor Maurício Valladeres gostou de uma apresentação do grupo e levou uma fita demo para a Rádio Fluminense. Resultado? A música “Vital e Sua Moto” tornou-se uma das mais pedidas da rádio e eles assinaram com a EMI-Odeon.

O álbum de estréia, “Cinema Mudo”, chegou em 1983 e já trazia dois clássicos: “Química” e “Cinema Mudo”. Em 1984, fizeram uma turnê com Jimmy Cliff. Em 1985, tocaram na primeira edição do Rock in Rio. O terceiro álbum, “Selvagem?” consolidou de vez a carreira da banda. Herbert apostou com a EMI, gravadora do álbum, que o disco não venderia 500 mil cópias. Entretanto, foram vendidas mais de 600 mil cópias. O cantor pagou a aposta: correu dentro da gravadora totalmente nu.

Em 1987, foram convidados para participar do Festival de Montreux, na Suíça, e no álbum “D” registraram tudo. Ou melhor, registraram quase tudo: a banda tocou uma música de João Bosco, que não entrou no disco porque Herbert errou a letra inteira.

Jimmy Page e a Gibson Doublé-neck

Jimmy Page e a Gibson Doublé-neck

Num show da turnê do disco “Big Bang”, Herbert apresentou ao público uma guitarra Gibson Doublé-neck 6/12, na cor cherry wine. A fábrica pediu dois meses para produzir a guitarra encomendada, que tem dois braços: um com seis cordas e outros com doze. A primeira vez que esse tipo de equipamento subiu a um palco num show de rock foi nas mãos de Jimmi Page, do Led Zepelin, para a execução da música “Stairway to heaven”.

Em 1994, o álbum “Severino”, gravado na Inglaterra, se tornou o maior fracasso comercial da carreira do grupo. Em 1995, os Paralamas recuperaram o nome e o dinheiro com “Vamo Batê Lata”, aproximando-se de 1 milhão de cópias vendidas.

Nos anos seguintes, fizeram diversos clipes e faturaram alguns prêmios da MTV. A emissora então os convidou para gravar um acústico e em 1999 chegou às lojas o “Acústico MTV”.

Tudo ia bem, até que uma triste notícia surpreendeu a todos: no dia 4 de fevereiro de 2001, Herbert Vianna sofreu um acidente de ultraleve em Mangaratiba, litoral sul do Rio de Janeiro. Sua mulher, a inglesa Lucy Needhan, de 36 anos, morreu no local e o cantor foi internado em estado considerado gravíssimo, mas conseguiu sobreviver. Com o apoio da família e dos companheiros de banda e dos fãs, o músico conseguiu se recuperar de forma surpreendente e, apesar de estar numa cadeira de rodas, continuou sua carreira com o Paralamas, lançando em 2002 o álbum “Longo Caminho”.

Atualmente o que se pode dizer sobre eles é que se tornaram uma banda de atitude e personalidade, que não se intimidou com críticas e sempre apoiou e foi apoiada por seus fãs.

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