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Posts Tagged ‘lançamentos’

minha fama de mauErasmo Carlos publicou, em outubro, Minha Fama de Mau, livro no qual revela experiências da época da Jovem Guarda. São divertidas memórias, da infância humilde à consagração como ídolo do rock. “Escrevi contos curtos e aí vimos que dava pra separar infância, adolescência, Jovem Guarda. Quando a editora viu os contos imaginou que poderia transformá-los em minhas memórias”, explica Erasmo, que encarou a tarefa de escritor com a mesma dedicação que tem como compositor. “Meu trabalho é todo dia, 24 horas por dia. Não descanso. Sempre estou pensando na minha música, na minha carreira. O livro apenas substituiu a música”.

O livro conta situações até então inéditas de Erasmo com Roberto Carlos, Carlos Imperial (classificado como “guru”), André Midani, Carlos Manga e Tim Maia. Mesmo revelando particularidades da vida alheia, o “tremendão” não se preocupa com possíveis processos. “Evitei esse negócio de pedir autorização aos meus amigos, vi que não seria necessário porque é um livro do bem”, avisou Erasmo, que chegou a comunicar alguns dos amigos “mais chegados” como Roberto Carlos, Juca Chaves e Marcos Valle. “Se alguém não gostar, o problema será da pessoa. Se alguém reclamar vai ser uma pessoa muito chata”.

Sempre associado ao companheiro Roberto Carlos, Erasmo introduz a leitura dizendo que ele não é “porta-voz” do Rei. “Minha obra é muito maior que a amizade com Roberto Carlos. Ele é uma linda passagem na minha vida”, desabafa o “tremendão”, que já chegou a ser sondado para fazer um livro de sua relação com Roberto Carlos. “Me ofereceram uma fortuna para escrever um livro ‘O Rei e Eu’. Jamais escreveria um livro de fofocas de Roberto Carlos”.

Para ler um trecho do livro, clique aqui.

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cd-elvis75Uma caixa comemorativa aos 75 anos de  Elvis Presley será lançada em 8 de dezembro, com 100 músicas que englobam todas as fases da carreira do astro. A caixa Elvis 75: Good Rockin’ Tonight e será lançada em comemoração aos 75 anos que Elvis completaria em 08 de janeiro de 2010 se estivesse vivo.

Além de incluir alguns dos maiores sucessos da carreira do cantor, a caixa trará músicas não tão conhecidas do grande público, como a faixa My Happiness. Elvis pagou quatro dólares para gravar esta música em julho de 1953 no Memphis Recording Service, um ano antes de assinar um contrato de gravação com a Sun Records.

Um livro com 80 páginas, com texto do jornalista Billy Altman, e fotografias raras também acompanham a caixa.

Curte aí Blues Suede Shoes.

Saiba mais sobre Elvis Presley..

Elvis Aaron Presley, nas circunstâncias mais humildes, nasceu para Vernon e Gladys Presley em uma casa de dois quartos em Tupelo, Mississipi no dia 8 de janeiro de 1935. Seu irmão gêmeo, Jessie Garon, nasceu morto, e Elvis cresceu como filho único. Ele e seus pais se mudaram para Memphis, Tennessee em 1948, e Elvis lá se formou na Humes High School em 1953.

As influências musicais de Elvis eram a música pop e country da época, a música gospel que ele ouvia na igreja e nas noites de cantoria que ele frequentava, e o R&B que ele absorveu na histórica Beale Street quando adolescente em Memphis. Em 1954, ele iniciou sua carreira musical no lendário selo Sun Records em Memphis. No fim de 1955, seu contrato foi vendido para RCA Victor. Em 1956, ele era uma sensação internacional. Com um som e estilo que unicamente combinavam suas diversificadas influências e confundiam e desafiavam as barreiras racias da época, ele conduziu uma nova era da música e cultura pop Americana.

Ele estrelou 33 filmes de sucesso, fez história com suas aparições na televisão e especiais, e foi muito aclamado por suas apresentações que frequentemente quebravam recordes, suas turnês e em Las Vegas.

Globalmente, ele já vendeu mais de um bilhão de discos, mais do que qualquer outro artista. Suas vendas Americanas o garantiraram prêmios de ouro, platina e multi-platina por seus 149 álbuns e singles, muito mais do que qualquer outro artista. Entre seus muitos prêmios estão 14 indicações ao Grammy (3 prêmios) da National Academy of Recording Arts & Sciences, o prêmio Grammy por sua obra, que recebeu aos 36 anos, e a nomeação como um dos 10 Jovens Homens Mais Prominentes da Nação em 1970 nos EUA. Sem nenhum dos privilégios que seu status de celebridade poderiam ter o concedido, ele serviu seu país no Exercíto dos EUA.

Seu talento, beleza, sensualidade, carisma e bom humor o tornou querido para milhões, assim como a humildade e bondade que desmontrou durante sua vida. Conhecido pelo mundo por seu primeiro nome, ele é considerado uma das figuras mais importantes da cultura pop do século 20.

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ErasmoCarlos_RockRollApós cinco anos sem fazer turnê no Brasil, Erasmo Carlos está de volta. Erasmo Carlos vem cheio de novidades: além do disco Rock n roll, ele lança no final de outubro o livro de memórias Minha fama de mau, pela editora Objetiva. Aos 68 anos, o Tremendão critica o culto às celebridades, diz que a lei antifumo o faz querer ficar em casa e rejeita o rótulo de pai do rock brasileiro.

Embora sempre tivesse gravado rock n roll, como eu sou brasileiro, tenho outras influências também. Então sempre estou metido na MPB, trabalhando com Marisa Monte, Simone, Maria Bethânia. Eu já estava com saudades de fazer só rock n roll e os fãs também me cobram muito essa coisa da guitarra, diz o músico, que faz uma ode ao instrumento na canção A guitarra é uma mulher, em parceria com Chico Amaral.

Se eu sou o verdadeiro pai do rock brasileiro? Acho isso uma besteira muito grande. São rótulos que as pessoas botam carinhosamente. Uns acham que é o Raul, outros acham que sou eu. Te garanto que o artista não está preocupado com essas coisas. Bem fez a Rita Lee, que para evitar esse negócio de mãe do rock, foi logo dizendo que era a madrasta. Ela fugiu da polêmica e assumiu uma posição com humor. Então eu sou também o padrasto, diz Erasmo, com seu bom humor habitual.

Valor às coisas daqui: As sacadas divertidas transbordam das letras de Rock n roll, geralmente com algum fundo crítico. Na faixa Cover, o músico fala sobre a submissão às coisas que vêm de fora. Gostaria que olhassem mais as coisas daqui. Fico pasmo de ver o espaço que dão para a Susan Boyle, que saiu no mundo inteiro, tudo o que ela fazia era notícia. Isso aí é uma ‘baba-ovice’ tremenda pra mim. Tem muita gente mais consistente no Brasil que não tem espaço na mídia. E a Paris Hilton? Para mim, ela é um sobrenome, uma mulher bonitinha. Eu olho para ela e vejo um hotel, com os braços abertos para receber hóspedes.

Mulheres: Olhar de mangá é uma homenagem às mulheres. Na letra, o autor reúne mais de 50 nomes, de Vera Fischer a Marge Simpson. Pensei no olhar feminino, que é um olhar brabo. Não é um encontro do dia-a-dia não, eu falo da coisa séria. Os grandes ditadores, deuses do mundo que tinham uma mulher do lado, a importância dela nas grandes decisões, de assuntos assim acaba saindo uma coisa bem humorada. Antes de ver o peito e a bunda, o homem vê o olhar da mulher. É um olhar de escravidão no ato. Aí ele já fica derretido e pronto, ela dá o bote.

Lei antifumo: Morador da Barra, no Rio de Janeiro, há 15 anos, o Tremendão – autor do lendário hit É proibido fumar em parceria com Roberto Carlos – diz que a lei antifumo afetou sua vida. Jantar fora, agora, é muito mais difícil, diz. Gosto de fumar meu cigarrinho com um vinho, um café. Esse prazer eu não tenho mais, então eu não vou. Prefiro não ir e fumar na minha casa, que eu fumo pra caramba, e ninguém me diz nada. Prefiro trazer o restaurante para cá.

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epois de vender mais de 3 milhões de cópias mundiais de seu primeiro álbum, a banda australiana Jet descreveu um mergulho em queda livre. Não apenas seu segundo disco vendeu apenas 900 mil exemplares, como a banda foi atingida por tragédias familiares, drogas, turbulências em seus negócios, desentendimentos internos e a inevitável namorada-problema. “Você cresce lendo livros sobre bandas clássicas de rock que passam por problemas, e de repente você se vê vivendo o mesmo clichê. É uma coisa surreal”, disse o baterista e vocalista Chris Cester em entrevista.

Shaka Rock, terceiro disco dos australianos, marca a recuperação do grupo após a turbuência. Lançado em agosto, tem referências setentistas, guitarras distorcidas e, como não poderia faltar, também algumas baladinhas.

Espia só o clipe do primeiro single do disco, She’s a genius. Pra mim, um dos grandes destaques de Shaka Rock. A girlfriend felina andando de bicicleta é o melhor.

Saiba mais sobre o Jet..

Origem: Melbourne, Austrália.

Influências: The Kinks, The Beatles, AC/DC, Rolling Stones, The Who, The Easybeats, The Faces.

Nome: O nome da banda foi tirado de uma música do ex-Beatle Paul McCartney.

O início: Os irmãos Nic e Chris Cester cresceram em Melbourne ouvindo o rock das décadas de 60 e 70 e decidiram formar uma banda com Cameron Muncey e Mark Wilson. Em 2002, a banda lançou o primeiro LP independente, chamado Dirty Sweet. Apesar de disponível apenas em vinil, o disco foi um grande sucesso, tanto que a tiragem inicial de mil cópias esgotou-se, e eles tiveram de fazer mais uma demanda de cópias. A gravadora Elektra ofereceu um contrato para a banda, além de relançar o LP.

Primeiro álbum: O contrato com a gravadora permitiu ao Jet gravar seu primeiro CD, Get Born, uma homenagem ao rock clássico que contou com a participação do tecladista Billy Preston, famoso por gravar, no final dos anos 60, com os Beatles e posteriormente com Eric Clapton e Rolling Stones. Simultâneo ao lançamento, o Jet fez participações nos shows dos próprios Rolling Stones na Austrália, gerando uma repercussão assustadora.

Segundo disco: intitulado Shine on, foi lançado em outubro de 2006.

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A
banda inglesa Muse estreou na rede o clipe da música Uprising. A faixa faz parte do recém-lançado The Resistance, quinto álbum da banda, que começou a ser gravado em 2008. As gravações foram na Itália com o produtor Mark Spike Stent, que trabalha com o Oasis.

Nas entrevistas, o trio contou que o som deles irá tocar até em rádio de música clássica. “Há várias coisas no álbum que são muito orquestrais e isso pode tomar conta do disco. Acho inclusive que pode até se afastar do rock e se tornar algo clássico”, explicou Matt Bellamy, vocalista do Muse, à rádio BBC.

O trio britânico, com influências do legado Radiohead, mistura o lado progressivo do rock com a dinâmica da eletrônica. As capacidades vocais de Mathew Bellamy e a energia quase sobre-humana que a banda empresta às interpretações dos temas continuam a ser os factores mais marcantes da carreira do grupo. Segundo a magazine digital Pa Lamber,  “um ligeiro grau de insanidade é transversal ao trabalho dos Muse, mas o disco faz de toda essa loucura terreno fértil”.  “As letras tem enfoque em conspirações, união das pessoas e amor, num clima de grandiosidade beirando o exagero na maioria das longas faixas.”

Espia aí e opina. a) Curti; b) Bom pra ouvir de vez em quando c) Bom pra ouvir no vaso d) Põe fogo nesse álbum!

Formação: 1994, na escola. “Eu conheci o Matt e o Dom uns cinco anos antes de começarmos a banda. Eu estava em uma banda, Matt e Dom em uma outra, mas a deles estava acabando e a minha estava se desmanchando também, então, nós nos juntamos a partir daí“, afirma Chris.

Nome: Antes de se chamar Muse, já teve o nome de Gothic Plague e Rocket Baby Dolls para finalmente se chamar Muse.

Influências: Jeff Buckley, Queen e Rage Against the Machine.

Showbiz: Em 1999 lançaram o CD Showbiz, álbum bem recebido pelos críticos através dos singles Muscle Museum,  Showbiz e Unintended tiveram algum sucesso dentro e fora do Reino Unido. Imediatamente surgiram comparações a outro grupo britânico, o Radiohead, mesmo não sendo uma influência para a banda.

Turnê mundial: Dois anos depois, em 2001, lançaram o segundo CD, Origin Of Symmetry, que teve um sucesso ainda maior que o primeiro álbum e lançou a banda em uma turnê mundial. Plug In Baby conseguiu alcançar o 11º lugar nos tops britânicos, e New Born, o 12º.

Concerto em Paris: Em 2002, lançaram o DVD Hullabaloo – Live at Le Zenith, que registra um concerto inteiro gravado em Paris. Lançaram também um CD duplo, com parte do concerto e uma seleção de b-sides gravados pela banda entre março de 1999 e outubro de 2001.

2ª turnê: Em 2003, saiu o seu terceiro álbum, intitulado Absolution. O álbum foi o nº1 no Reino Unido. Os singles Time Is Running Out e Hysteria foram sucessos imediatos, entrando para as playlists da maioria dos canais de música e rádios, dando origem a outra grande turnê. Em 2005, lançam o DVD Absolution Tour, contendo o show feito no Festival de Glastonbury no ano anterior e alguns vídeos de shows feitos na turnê americana.

1ª apresentação no Brasil: Em 2006, é lançado o álbum Black Holes and Revelations, que também estreou na primeira colocação nos tops britânicos. O primeiro single foi Supermassive Black Hole, que entrou no top 5 do Reino Unido. Durante a turnê de Black Holes And Revelations, a banda fez dois shows no estádio de Wembley, para celebrar sua reinauguração, gerando mais uma gravação ao vivo, o Haarp, lançado em 2007 em CD e DVD, contendo grande parte do show. Durante a turnê, fizeram apresentações pela primeira vez no Brasil, passando por Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

The Resistance: Agora, a banda está fora dos palcos compondo o novo álbum The Resistance. Segundo os integrantes, as músicas serão “sinfonicamente monstruosas”.

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"Mistura de punk com Raul Gil"

"Mistura de punk com Raul Gil"

O iê iê iê, segundo Arnaldo Antunes, é um estilo que ficou no passado. Nem por isso, diz o músico, seu recém-lançado trabalho é saudosista. “A ideia era fazer o iê iê iê soar dentro do universo pop atual. Surgiu de uma vontade de resgatar o apelo imediato que as canções tinham.”

Surf music, jovem guarda, a primeira fase dos Beatles, trilhas dos filmes de faroeste, twist, Rita Pavone e programas de auditório também entram na composição desse universo, assim como os quadrinhos. A linguagem da HQ, aliás, é marcante no projeto gráfico do álbum. Já o cenário dos shows – a turnê de “iê iê iê” terá 17 apresentações a partir de sábado (12), em Belo Horizonte – é um grande mosaico de camisetas cujas estampas vão de Pelé a Iron Maiden.

Depois de dois discos gravados apenas com instrumentos de cordas, Antunes retorna agora a uma sonoridade mais dançante. “Além de evidenciar mais a voz, desta vez eu quis voltar a ter bateria na banda. Acho que assim o timbre da guitarra fica mais sujo, tem mais peso sonoro”, comenta.

O dono das baquetas, tanto em estúdio quanto ao vivo, é o multiinstrumentista Curumin. Chico Salem (violão e guitarra), Betão Aguiar (baixo), Marcelo Jeneci (teclados) e Edgard Scandurra (guitarra) completam o time.

A produção do álbum ficou a cargo de Fernando Catatau, da banda cearense Cidadão Instigado. “O Catatau trouxe uma experiência singular. Ele tem um jeito de pensar a música e uma pesquisa de timbres muito específica”, diz Antunes. “Além disso, ele deu sugestões criativas e surpreendentes para os arranjos.”

iê iê iê” é repleto de parcerias – uma única canção, “O que você quiser”, foi composta apenas por Arnaldo Antunes. Carlinhos Brown e Marisa Monte, parceiros nos Tribalistas, aparecem na faixa-título e em “Vem cá”.

Já os integrantes dos Titãs assinam com Antunes “Luz acesa” (Marcelo Fromer e Sergio Britto), “Sim ou não” (Branco Mello) e “Sua menina” (Liminha e Paulo Miklos). Até Ciro Pessoa, que fazia parte do grupo na época em que ele se chamava Titãs do Iê Iê, está em “Um quilo”.

As canções foram compostas na época da banda e tinham permanecido inéditas até hoje”, diz Antunes. “Já naquela época tínhamos essa coisa de misturar punk com Raul Gil.”

Na música Longe, o poeta-cantor fala do isolamento causado pelo imeadiatismo tecnológico. Sentimento e crítica revelam a reflexão que o artista visa instigar em suas canções. Confira o clipe.


Saiba mais sobre Arnaldo Antunes..

Nascido em 2 de setembro de 1960 é, além de músico, poeta e artista visual. Foi integrante do grupo de rock Titãs. Em 1978 ingressou na faculdade de  Letras da FFLCH-USP, onde seguiria, não fosse o sucesso dos Titãs lhe tomar todo o tempo entre shows, gravações, ensaios, turnês e entrevistas. Em novembro de 1985, foi preso juntamente com o colega de Titãs Tony Bellotto por porte de heroína. Arnaldo passou 26 dias preso e foi condenado por tráfico de drogas.

Desligou-se da banda em 1992, mas continuou compondo com os demais integrantes do grupo e várias dessas parcerias foram incluídas em discos dos Titãs, assim como em seus discos solo.

Em 2002, formou  o trio Tribalistas em parceria com Marisa Monte e Carlinhos Brown. Também trabalhou como ensaísta na Folha de São Paulo, deixando evidente o substrato teórico que transparece em seu trabalho estético. Lançou em 2007 o primeiro DVD de sua carreira, o Ao Vivo No Estúdio, que conta com as participações de Nando Reis (ex-titãs) , Branco Mello (titãs) ,  Edgard Scandurra (Ira!) e dos tribalistas Marisa Monte e Carlinhos Brown.

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Direção de Jodele Larcher e Produção de Carlos Alberto Sion

Direção de Jodele Larcher e Produção de Carlos Alberto Sion

Canções clássicas dos Paralamas do Sucesso e da Legião Urbana e depoimentos de personalidades dos anos 80 fazem o récem-lançado DVD que mescla as carreiras de sucesso das duas bandas nacionais. O especial foi exibido em 1988 pela Globo e agora chega aos fãs através deste lançamento que vem acompanhado de um CD bônus.

O programa abre com “The song remains the same”, do Led Zeppelin, seguida pelos primeiros acordes de “Purple haze”, de Jimi Hendrix. “Ska”, dos Paralamas, se transforma em “Get back”, dos Beatles. O rock clássico dá as caras e expõe as referências musicais dos artistas, que terminam cantando “Ainda é cedo”, todos juntos, mas não sem antes emendarem versos de “Jumpin’ Jack Flash”, dos Rolling Stones.

O que se observa é que, enquanto o Legião saía na frente no quesito catarse coletiva (levando 50 mil pessoas ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, num evento que terminou com mais de 200 feridos), os Paralamas ganhavam em desempenho musical. Mas, acima de tudo, é a performance conjunta que dá o toque especial ao DVD, que, aliás disputa o Prêmio Multishow 2009 pela categoroa “Melhor DVD de música”.

João Barone, Herbert Vianna e Bi Ribeiro

João Barone, Herbert Vianna e Bi Ribeiro

Saiba mais sobre os Paralamas..

Site oficial: http://osparalamas.uol.com.br/home/

Formação: Herbert Vianna (guitarra e voz), Bi Ribeiro (baixo), João Barone (bateria), João Fera (teclado e piano), Eduardo Lyra (percussão), Bido Cordeiro e Monteiro Jr. (trombone e sax).

A escolha do nome: Alguns dos nomes cogitados foram “Os Cadeirinhas” e “As Plantinhas da Mãe”. O objetivo era ser o nome mais ridículo possível. O nome “Paralamas do Sucesso” foi dado por Bi Ribeiro.

A carreira e algumas curiosidades:

Tudo começou quando Herbert e Bi Ribeiro se conheceram. Herbert convenceu o amigo a comprar um baixo e eles começaram a ensaiar na casa da Vovó Ondina (avó de Bi). Depois, conheceram Vital, o primeiro baterista, começando a tocar na Universidade Rural, onde estudavam. João Barone entra na história da banda quando assiste e gosta muito de uma apresentação dos Paralamas na Universidade Rural. E, graças a uma falta de Vital a um show de um Festival Universitário em 1981, Barone assume a batera dos Paralamas. O entrosamento foi instantâneo e logo os três largam suas carreiras universitárias para se dedicar à música, tocando em bares underground do Rio. Herbert cursava Arquitetura, Bi cursava Zootécnica e o Barone, Biologia.

O produtor Maurício Valladeres gostou de uma apresentação do grupo e levou uma fita demo para a Rádio Fluminense. Resultado? A música “Vital e Sua Moto” tornou-se uma das mais pedidas da rádio e eles assinaram com a EMI-Odeon.

O álbum de estréia, “Cinema Mudo”, chegou em 1983 e já trazia dois clássicos: “Química” e “Cinema Mudo”. Em 1984, fizeram uma turnê com Jimmy Cliff. Em 1985, tocaram na primeira edição do Rock in Rio. O terceiro álbum, “Selvagem?” consolidou de vez a carreira da banda. Herbert apostou com a EMI, gravadora do álbum, que o disco não venderia 500 mil cópias. Entretanto, foram vendidas mais de 600 mil cópias. O cantor pagou a aposta: correu dentro da gravadora totalmente nu.

Em 1987, foram convidados para participar do Festival de Montreux, na Suíça, e no álbum “D” registraram tudo. Ou melhor, registraram quase tudo: a banda tocou uma música de João Bosco, que não entrou no disco porque Herbert errou a letra inteira.

Jimmy Page e a Gibson Doublé-neck

Jimmy Page e a Gibson Doublé-neck

Num show da turnê do disco “Big Bang”, Herbert apresentou ao público uma guitarra Gibson Doublé-neck 6/12, na cor cherry wine. A fábrica pediu dois meses para produzir a guitarra encomendada, que tem dois braços: um com seis cordas e outros com doze. A primeira vez que esse tipo de equipamento subiu a um palco num show de rock foi nas mãos de Jimmi Page, do Led Zepelin, para a execução da música “Stairway to heaven”.

Em 1994, o álbum “Severino”, gravado na Inglaterra, se tornou o maior fracasso comercial da carreira do grupo. Em 1995, os Paralamas recuperaram o nome e o dinheiro com “Vamo Batê Lata”, aproximando-se de 1 milhão de cópias vendidas.

Nos anos seguintes, fizeram diversos clipes e faturaram alguns prêmios da MTV. A emissora então os convidou para gravar um acústico e em 1999 chegou às lojas o “Acústico MTV”.

Tudo ia bem, até que uma triste notícia surpreendeu a todos: no dia 4 de fevereiro de 2001, Herbert Vianna sofreu um acidente de ultraleve em Mangaratiba, litoral sul do Rio de Janeiro. Sua mulher, a inglesa Lucy Needhan, de 36 anos, morreu no local e o cantor foi internado em estado considerado gravíssimo, mas conseguiu sobreviver. Com o apoio da família e dos companheiros de banda e dos fãs, o músico conseguiu se recuperar de forma surpreendente e, apesar de estar numa cadeira de rodas, continuou sua carreira com o Paralamas, lançando em 2002 o álbum “Longo Caminho”.

Atualmente o que se pode dizer sobre eles é que se tornaram uma banda de atitude e personalidade, que não se intimidou com críticas e sempre apoiou e foi apoiada por seus fãs.

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