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Préliminaires de Iggy Pop: música francesa com jazz

Préliminaires de Iggy Pop: música francesa com jazz

As primeiras canções foram produzidas para um documentário sobre a filmagem de um longa baseado no livro A possibilidade de uma ilha, do francês Michel Houellebecq. No entanto, acabaram originando um disco. Préliminaires tem influências de música francesa e jazz (mas nem de longe é um disco de jazz, como andou sendo alardeado por aí).

Em entrevista à agência de notícias France Press, o ícone punk enalteceu a obra do escritor. “A literatura é como a cocaína, e a música é como a heroína: a primeira aguça o espírito, a segunda te idiotiza”, declarou, acrescentando que “o livro de Houellebecq ilustra coisas que eu tinha em mente em relação ao sexo, à morte e ao sexo oposto”.

A exemplo da faixa de abertura, o álbum não decepciona. Ao mergulhar fundo em composições mais climáticas, como I want to go to the beach ou Spanish coast, Iggy mostra toda a sua versatilidade vocal. O repertório do disco inclui até uma versão de Insensatez de Tom Jobim & Vinicius.

Mas quem curte Iggy em sua versão punk: não se desespere! Ele deve deixar o banquinho e violão de lado para juntar mais uma vez os Stooges! Segundo declarou ao jornal online The Australian, pretende lançar uma turnê baseada no disco Raw Power com James Williamson.

Entre as faixas do novo disco, destaca-se “King Of The Dogs”, que conta como é legal ser um cachorro. Vale a pena conferir o videoclip, no qual você decide qual tipo de cachorro quer ser: homem de negócios, vagabundo ou explorador, traçando um roteiro diferente em cada um deles.


Saiba mais sobre Iggy…

Iggy Pop

Iggy Pop

Na infância, Iggy Pop era tímido e introvertido. Em meados dos anos 60 tocava bateria no The Iguanas, banda que formou na escola, de onde surgiu o apelido Iguana. Em 1966, abandonou a faculdade e foi para Chicago ouvir bandas de blues. Em 1969, ao retornar para Detroit, sua cidade natal, surgia o The Stooges, com Ron Asheton na guitarra, Scott Asheton na bateria e Dave Alexander no baixo (que foi demitido após o segundo álbum, abrindo vaga para James Williamson, guitarrista, enquanto Ron assumia o baixo). Em 1969, lançaram o disco The Stooges e em 1970, Fun House.  Logo após, o vício em heroína obrigou a internação de Iggy, originando o fim da banda.

Após a recuperação, Iggy conheceu David Bowie, que produziu o disco Raw Power, reunindo alguns ex-integrantes do The Stooges e trazendo Iggy de volta para a cena musical. Em 1973, brigas com o empresário e a volta de Iggy para as drogas fizeram com que cada um seguisse carreira solo. Internado novamente, Iggy Pop contou com a ajuda do amigo David, que, durante 1975 e 1976, o visitava no local. Em março de 1977, o cantor lançou seu primeiro trabalho solo The Idiot, um disco totalmente diferente do que os fãs e a crítica esperavam, com composições poéticas e referenciais do próprio Iggy.

Em 1981, Iggy lançou sua biografia I Need More. Nos anos 80, sua fama de punk fez com que fosse convidado para participar de vários filmes: Sid and Nancy, The Color of Money e Cry-Baby. Em 1990, com o lançamento de Brick by Brick, Iggy voltou de vez: a música Candy, em dueto com Kate Pierson do B-52’s, ficou 37 semanas nos hits da Billboard. Em 1966, lançou a coletânea Nude & Rude, resgatando os maiores sucessos de sua carreira.

Iggy Pop sempre chocou e atraiu pessoas. Apesar de não ser um astro em vendagem de discos, suas performances nos palcos com gritos estridentes, contorções, as manias de passar pasta de amendoim e carne crua pelo corpo e cortar a pele com caco de vidro durante as apresentações, fizeram do cantor um dos personagens mais excêntricos do punk.

Estilos: Proto-Punk e Hard Rock.

Influências: The Who, The Velvet Underground, The Rolling Stones, The Doors e The Kinks

Iggy & The Stooges - Chicago, 23 out. 2006.

Iggy & The Stooges - Chicago, 23 out. 2006.

Site oficial: http://www.iggypop.com/main.html

Banda favorita no momento: MGMT

Depoimento sobre o Rock na atualidade (entrevista à revista Los inrockuptibles): “…me fascina a eternidade dos clássicos. E além disso, sempre gostei estar do lado dos outsiders. E nesse momento, que possibilidades tem um standard frente a um novo disco do U2 ou do Coldplay? O rock se tornou a pior forma musical da atualidade: a mais feia esteticamente, a mais corrompida, a mais cínica e a que acompanha os piores sentimentos!”

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