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Posts Tagged ‘alberto vargas’

"So Nice" de Rolf Armstrong

"So Nice" de Rolf Armstrong

Provavelmente você já viu por aí fotos, tatoos e muita moda inspirada no estilo pin-up. Com corpos curvilíneos, as pin-ups demonstravam, ao mesmo tempo, sensualidade, ingenuidade e delicadeza. Também são chamadas de “cheesecakes”, expressão que surgiu a partir da frase: “better than cheesecake”. Inicialmente, estampavam calendários produzidos para serem pendurados (em inglês, pin up) de alguma forma. Muitas delas eram fotografias de celebridades consideradas sex symbols.
Com a revolução industrial no século 19, surgiram as “New Womans”, mulheres que queriam mais valorização, independência e participação social. Em resposta a este novo estereótipo feminino, em 1887, surgiu a “Gibson Girl”, desenhada por Charles Dana Gibson. Com um ideal mais romântico, representava um pin up burguesa e chique: um belo corte de cabelo, bem arrumada, ativa e segura de si.

The "Petty Girl" Suit  de  George Petty

The "Petty Girl" Suit de George Petty

A idade de ouro da arte pin-up tem início nos anos 30, com dois desenhistas que se tornaram clássicos do “cheesecake”: George Petty e Alberto Vargas, que fizeram o sucesso da revista americana “Esquire”. Logo no seu primeiro número, em 1930, esta publicação masculina de alto padrão inseriu nos intervalos das páginas de política e literatura a “Petty Girl” e a “Varga Girl”, nomes que fazem referência aos autores das ilustrações. Enquanto a primeira é ingênua e charmosa, a outra reproduz a mulher fatal. Logo, a pin-up vai conquistando outras revistas: a Time, a Look e a Cosmopolitan passam a aderir a esta nova arte popular, pedindo aos artistas para criarem esboços das estrelas de cinema no estilo.

Betty Grable

Betty Grable

Durante a Segunda Guerra Mundial, elas aparecem cobrindo-se com a bandeira estrelada, alistando-se como enfermeiras, e trajando o uniforme da armada americana. Dentre as mais populares estão a ruiva Rita Hayworth e a loira Betty Grable (dançarina, atriz e cantora estadunidense, que, com um pôster em trajes de banho, tornou-se onipresente nos armários dos soldados norte-americanos). Nunca a revista “Esquire” recebeu uma correspondência tão grande de fãs: de 1942 a 1946, 9 milhões de exemplares foram enviados para as tropas gratuitamente. Os soldados britânicos também tinham a sua pin-up: era Jane, uma espiã que vivia prendendo suas roupas em arames farpados durante as missões, a qual era publicada em HQ’s no “Daily Mirror”. Ao fim da guerra, a mulher passa a encarnar papéis mais tradicionais, trazendo pin-ups que caracterizavam a virgem eterna e o avião loiro e ingênuo. Quem encarna este clichê com perfeição é Norma Jean, a tão falada Marilyn Monroe.

Marilyn Monroe

Marilyn Monroe

Em 1949, Norma Jean não passa de uma atriz sem um tostão que posa nua para o fotógrafo Tom Kelley. Mas quando é publicado o calendário “Golden Dreams”, Marilyn é transformada em pouco tempo num símbolo sexual dos Estados Unidos. A carreira como atriz acabou sendo prejudicada: tornou-SE difícil para a jovem impor-se como uma atriz após figurar a linda loira cujo vestido é levantado pelo vento.
No decorrer dos anos, o mercado da pin-up se vê limitado às revistas para homens. Em 1953, tomando o lugar da “Esquire”, surge a “Playboy”, cuja primeira “playmate” das páginas centrais é Marilyn Monroe. A pin-up passa a ser retratada de forma totalmente exposta, perdendo sua particularidade anterior com poses totalmente previsíveis. Depois vieram os calendários da Pirelli e até hoje as pin-ups continuam vivas, figuradas em mulheres como Penelope Cruz, Katy Perry, Christina Aguilera e Dita Von Teese.
Dentre os artistas mais reconhecidos atualmente estão: Rolf Armstrong, Charles Dana Gibson, Gil Elvgren, Alberto Vargas, George Petty e Art Frahm.

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