Erasmo Carlos publicou, em outubro, Minha Fama de Mau, livro no qual revela experiências da época da Jovem Guarda. São divertidas memórias, da infância humilde à consagração como ídolo do rock. “Escrevi contos curtos e aí vimos que dava pra separar infância, adolescência, Jovem Guarda. Quando a editora viu os contos imaginou que poderia transformá-los em minhas memórias”, explica Erasmo, que encarou a tarefa de escritor com a mesma dedicação que tem como compositor. “Meu trabalho é todo dia, 24 horas por dia. Não descanso. Sempre estou pensando na minha música, na minha carreira. O livro apenas substituiu a música”.
O livro conta situações até então inéditas de Erasmo com Roberto Carlos, Carlos Imperial (classificado como “guru”), André Midani, Carlos Manga e Tim Maia. Mesmo revelando particularidades da vida alheia, o “tremendão” não se preocupa com possíveis processos. “Evitei esse negócio de pedir autorização aos meus amigos, vi que não seria necessário porque é um livro do bem”, avisou Erasmo, que chegou a comunicar alguns dos amigos “mais chegados” como Roberto Carlos, Juca Chaves e Marcos Valle. “Se alguém não gostar, o problema será da pessoa. Se alguém reclamar vai ser uma pessoa muito chata”.
Sempre associado ao companheiro Roberto Carlos, Erasmo introduz a leitura dizendo que ele não é “porta-voz” do Rei. “Minha obra é muito maior que a amizade com Roberto Carlos. Ele é uma linda passagem na minha vida”, desabafa o “tremendão”, que já chegou a ser sondado para fazer um livro de sua relação com Roberto Carlos. “Me ofereceram uma fortuna para escrever um livro ‘O Rei e Eu’. Jamais escreveria um livro de fofocas de Roberto Carlos”.
Para ler um trecho do livro, clique aqui.
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Vou correndo comprar. Erasmo está de parabéns; sua narrativa é muito envolvente. Como professora de Inglês, também tive dois anos de Latim na faculdade de Letras (pois cursei as duas habilitações Português/Inglês) e fico aqui com dó, pensando no quanto o Erasmo sofreu como aluno. Aprender Latim só tem graça se for pra comparar com a Língua Portuguesa (ou outras línguas Latinas). Se vc conhece a estrutura do Latim, quando pintar uma dúvida na Língua Portuguesa, vc consegue se virar melhor. Ou seja, ele te ajuda a não cair nas falsetas de outras línguas latinas.Fora isso, só tem serventia pra quem cursa Direito, ainda assim, nada que um dicionário jurídico não dê jeito. E para ser bem franca, eu credito o domínio sobre a escrita que Erasmo demontra à sua formação como leitor. Ter lido gibis contribuiu para sua formação de leitor e provavelmente o seduziu para a leitura de textos mais desafiadores: romances, poesias, vontade de ir aos dicionários de rimas (para pesquisar)… coisas assim que ajudam a construir o processo de escrita de qualquer pessoa. Agora, tudo isso, sem criatividade e talento, não faz um escritor. Erasmo foi mesmo presenteado pelo Alto com esse dom de traduzir sentimentos em palavras com arte. E as brincadeiras de trocar os letreiros do cinema dão mostra disso. São brincadeiras que exercitam a criatividade.
Li o livro em 14 horas… não conseguia largar!
Havia tido contato somente com um capítulo que deixaram na internet para “degustação”. Ontem fui na Livraria Curitiba e comprei meu exemplar, procurei uma poltrona confortável e comecei a ler alí mesmo…rs Hoje, encantada com a narrativa simples, leve e bem humorada, concluí a leitura em 12 horas sem nem sentir fome. O livro é demais. Comprem! Dentro do shopping eu me peguei rindo alto algumas vezes…rs Coincidência ou não: quando saí da livraria, passaram por mim dois adolescentes e um deles cantava um trecho do “Vem quente que eu estou fervendo”. Encaro como um bom presságio de que o livro vai vender muito bem. Bom… vou providenciar o jantar! Bjs e boa semana a todos
Só uma coisinha…
Bom nem tudo é perfeito. Só fiquei um pouco chateada com o modo como editaram as fotos. Narinha é uma mulher linda….e a costura do livro, infelizmente, passa bem no meio do rosto dela em duas fotos. Fica como sugestão, na reedição do livro, que corrijam isso.